SINDICATO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE GUARAPARI

O movimento de criação de empregos pode ser atribuído à proximidade das festas de fim de ano, que provocam maiores encomendas à indústria de transformação.

Os dados de agosto do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao emprego formal no País surpreenderam as expectativas do mercado. A previsão era de 100 mil novas vagas no mês, e o resultado mostrou a geração de 121,4 mil postos de trabalho, com bom desempenho em quase todos os setores. Foi ainda o melhor número para o mês de agosto desde 2013, sendo que há um saldo positivo acumulado no ano de 593,5 mil vagas abertas, mais do que as 568,6 mil criadas no mesmo período de 2018.

Seis dos oito ramos de atividade apresentaram resultado líquido positivo, com destaque para os serviços (mais 61,7 mil empregos), seguido pelo comércio (23,6 mil), indústria de transformação (19,5 mil) e construção civil (17,3 mil). Houve fechamento de postos de trabalho apenas na agropecuária (perda de 3,3 mil vagas), que pode ser considerado normal para essa época do ano, e nos serviços industriais de utilidade pública, com redução de apenas 77 vagas, indicando estabilidade no setor.

Todas as regiões brasileiras tiveram números positivos.

O movimento de criação de empregos pode ser atribuído à proximidade das festas de fim de ano, que provocam maiores encomendas à indústria de transformação, nota-se que há hoje aquecimento no mercado imobiliário, com mais lançamentos, fato que está ligado à maior oferta de crédito e famílias mais confiantes para realizar aquisição de unidades habitacionais. Destaque-se que a construção civil já apresenta cinco meses consecutivos de saldos positivos de emprego. Merece ainda atenção que os serviços estejam avançando: eles são um sinal claro que a economia, de maneira geral, tem melhor desempenho.

Não se pode garantir que o ciclo de crescimento do emprego está consolidado, e que haverá contínuo aumento nos próximos meses. Mas os dados do Caged trazem ânimo e indicam movimento de recuperação econômica. Eles se referem à criação de empregos com carteira assinada, e o maior número de pessoas nessa condição no País confirma que as empresas estão contratando, embora a informalidade assuma proporções muito grandes.

Os próximos meses serão decisivos, e a confiança dos empresários precisa aumentar do atual patamar: isso é fundamental para que o emprego possa continuar em trajetória ascendente.

FONTE: SITE A TRIBUNA – https://www.atribuna.com.br/opiniao/editorialat/emprego-surpreende-1.69121

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